Ela me mostrou uma foto de um grupo de meninas sorrindo e me perguntou se isso era o amor e eu respondi que não que isso era amizade e então ela me mostrou a foto de um casal, e me pergunto se aquilo era o amor, eu peguei a foto e rasguei-a no meio e a respondi isso é o amor. Ela me olhou confusa como quem se perde no meio do caminho. Eu peguei os pedaços da foto, primeiro a do garoto, e mostrei pra ela, e disse: Olha pra esse menino, ele é apenas um entre outros, um menino incrível, tem amigos e uma família que o ama, e tem também aquela menina ali que o ama, mas preste atenção, olhe os olhos brilhantes e o sorriso dele, é bonito, e tem sentimento, mas não é pela menina ao lado dele, é pra menina na frente, aquela que não saiu na foto, ela estava atrás também, atrás de quem tirava a foto, mas estava dentro do coração dele, e a outra menina ela estava do lado, onde era o seu lugar do lado esquerdo do peito, onde se guardam os amigos. E então peguei a foto da mulher, ela era apenas uma menina, uma menina incrível que tem amigos e uma família que a ama, e tem também aquele menino do seu lado que a ama, ama como amiga e nada mais do que isso, mas preste atenção olhe os olhos brilhantes e o sorriso dela, é bonita, e tem sentimento, pelo menino ao lado dela, aquele que eu tive de cortar, porque é o que ela tem de fazer agora, ele tem que sair da foto, e principalmente ele tem que sair de dentro, de dentro do coração dela, para que um dia ela encontre um menino incrível, assim como ele, que olhe com os olhos brilhantes e o sorriso estonteante pra ela, e ela signifique toda a existência dele. Do mesmo jeito em que eu a tirei da foto para que ele vá atrás da menina da frente, aquela que significa toda a existência dele, mesmo estando ocupada demais, de costas pra ele para ver isso.
“Eu te amo. Mesmo negando. Mesmo deixando você ir. Mesmo não te pedindo pra ficar. Mesmo não olhando mais nos teus olhos. Mesmo não ouvindo a tua voz. Mesmo não fazendo mais parte dos teus dias. Mesmo estando longe, eu te amo. E amo mesmo. Mesmo não sabendo amar.”
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
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